Moradores denunciam MRV por falhas na drenagem de condomínio em Cuiabá

Moradores denunciam MRV por falhas na drenagem de condomínio em Cuiabá

Moradores do Residencial Parque Chapada Diamantina, em Cuiabá, denunciaram falhas no sistema de drenagem do condomínio e acionaram a construtora MRV, responsável pelo empreendimento, na Justiça. O processo corre na 11ª Vara Cível da Capital e discute possíveis vícios na obra.

Para esclarecer o caso, a juíza Olinda de Quadros Altomare determinou uma perícia técnica de engenharia. A MRV terá cinco dias para depositar o valor. Caso pague, metade já poderá ser liberada para a perita dar início aos trabalhos. O laudo deverá ser entregue em até 45 dias após a vistoria.

De acordo com os autos, o processo teve origem após uma engenheira nomeada para verificar a situação da drenagem pediu R$ 27,3 mil para fazer o trabalho, alegando que seriam necessárias 50 horas técnicas. Já a MRV contestou e disse que o valor era alto demais, defendendo que o serviço poderia ser feito por cerca de R$ 11,4 mil, com apenas 21 horas.

A perita, no entanto, bateu o pé e explicou que o serviço não é simples. Segundo ela, não se trata só de olhar um ponto isolado, mas de analisar todo o sistema de drenagem e sua ligação com outras partes da obra, como fundações e impermeabilização, em um condomínio grande, com 14 torres e mais de 600 unidades.

A juíza Olinda de Quadros Altomare reconheceu que a perícia é complexa, mas ponderou que o valor poderia ser ajustado. “A análise de falhas em sistema de drenagem de um condomínio com a envergadura do Residencial Parque Chapada Diamantina exige, por dever de ofício e rigor normativo , o exame de projetos hidráulicos, levantamentos topográficos e a verificação do nexo causal entre a execução da obra e os alagamentos relatados na inicial”, destacou a magistrada.

Mesmo assim, ela considerou que dava para reduzir um pouco o tempo estimado.“Se, por um lado, as 21 horas sugeridas pela ré se mostram insuficientes, as 50 horas previstas pela perita podem ser levemente otimizadas”, escreveu.

Conforme a decisão, a magistrada fixou o valor da perícia em R$ 21.850,80, equivalente a 40 horas de trabalho técnico. “Montante este que se afigura justo para remunerar dignamente a profissional, mantendo o rigor técnico necessário ao julgamento da lide, sem desbordar da razoabilidade”, decidiu. (Folhamax)

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