“O vereador Abílio Junior rompeu comigo porque não estava nomeando os apadrinhados políticos deles. Eu demorei a nomear, porque adoto critérios técnicos. Não vejo problema companheiro indicar, quem ajuda a ganhar, ajuda a governar. Temos vídeo dele na campanha sobre isto e deverá ser divulgado. Mas precisamos saber sobre os uso das VIs dele e do vice dele, da rachadinha das VIs, o nepotismo cruzado que foi denunciado da madrasta dele e do irmão dele”.
O candidato do Podemos, igualmente, desmentiu que teria praticado nepotismo cruzado, para beneficiar seu irmão e à sua madrasta, assegurando que não teria qualquer relação, na indicação política, como eles quiseram pregar desde o início do seu mandato como parlamentar municipal.
“Com relação à questão do meu irmão e da minha madrasta, não tenho qualquer relação de indicação política ou de nepotismo como eles quiseram pregar desde o início do meu mandato como vereador. Meu irmão já trabalhava no gabinete do deputado desde 2013 e a minha madrasta desde 2014, quando eu sequer pensava em sair candidato como síndico de condomínio, a presidente de bairro, muito menos a vereador. Minha campanha ocorreu somente em 2016; dois, três anos depois. Gente, não adianta. Eu já disse, eles não podiam me rotular como corrupto, me tacharam de louco e ficam criando mentiras com situações que não tem nada a ver comigo ou com meu mandato”.
De repente complô
Na entrevista, o gestor cuiabano ainda apontou que estaria sendo vítima de um complô político para o retirarem da Prefeitura da Capital. Ao revelar que políticos poderosos de Mato Grosso teriam se unido contra ele.
“O que será que está por trás da união de tantos poderosos e milionários contra mim.? Repara só: Mauro Mendes, Silval Barbosa, José Geraldo Riva, Roberto França, Fabio Garcia, Robério Garcia, Jayme e Júlio Campos e posso dar mais uma lista de famosos, de poderosos deste Estado. Todos se uniram contra mim”.
E ao tentar se desconectar do vídeo em que foi flagrado enchendo os bolsos de dinheiro, Pinheiro ainda usou o argumento de que aqueles que o acusam de corrupção, também estariam na delação premiada do ex-governador Silval Barbosa. O vídeo faz parte da delação premiada do ex-governador Silval Barbosa – que aponta em suas declarações à Justiça -, que pagava propinas milionárias à deputados, como forma de não investigado, na época, nos desvios milionários cometidos, quando ainda comandava o Palácio Paiaguás, em obras da Copa em 2014.
O vídeo que viralizou nas redes sociais se transformou em CPI na Câmara de Vereadores, mas depois de muitas quedas de braço política e uma investigação várias vezes judicializada, acabou sendo arquivada na Casa de Leis.
Ainda na entrevista, o prefeito emedebista chegou a pedir que fosse colocado na lista de seus perseguidores, o nome do presidente da Assembleia Legislativa, o deputado estadual democrata, Eduardo Botelho.
“[…] Ah! Coloca Eduardo Botelho nesta lista também. Mas vou lutar toda a minha vida para provar minha inocência à sociedade cuiabana. Não este julgamento político que tenta, insistentemente, com ataques gratuitos, com agressões, com fake news, jogar a população contra mim […] Assim, chamo a reflexão para tentar entender esta união de conhecidas figuras políticas poderosas e milionárias da política mato-grossenses, que estão com um ódio terrível contra mim, com o único intuito de buscar o poder, pelo poder”.
Com informações do Site O Bom da noticia
