Juíza diz que ordem pública seria ‘abalada’ caso motorista que carregou cadáver em caminhonete fosse solto

Juíza diz que ordem pública seria ‘abalada’ caso motorista que carregou cadáver em caminhonete fosse solto

A juíza Maria Rosi Meira Borba, da 4ª Vara Criminal de Cuiabá, afirmou que a ordem pública e a aplicação da lei penal seriam “abaladas” se José Eduardo de Oliveira, 43 anos, fosse colocado em liberdade. O homem está preso, desde à noite de sábado (6), por ter atropelado e matado Fábio Pereira Andrade, 30 anos. O investigado, que conduzia uma caminhonete modelo S-10, chegou a fugir do local com o cadáver na carroceria do veículo.

A declaração da juíza foi dada durante audiência de custódia do preso realizada no último domingo (7). Ao converter a prisão em flagrante em preventiva do homem, ou seja, negando a liberdade, a magistrada justificou que existem todos os indícios de autoria de José no crime.

“Com efeito, superada a demonstração da materialidade e presentes os indícios de autoria, chega -se à inferência de que a ordem pública e aplicação da lei penal serão abalados se o autuado permanecer em liberdade”, diz trecho da decisão em que o HiperNotícias teve acesso.

Por outro lado, a juíza afirmou não ser possível saber o motivo pelo qual o motorista colocou o cadáver na carroceria do seu carro. O motivo é que o investigado decidiu ficar em silêncio durante a audiência.

“Repare-se que até o presente momento muito pouco se sabe sobre a forma e os motivos que a vida da vítima foi ceifada, já que o Custodiado, exercendo seu direito constitucional ao silêncio, calou-se diante dessa magistrada, quando de seu interrogatório, na audiência de Custódia”, justificou.

Por fim, a magistrada informou que seguiu o entendimento do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) o qual entende que o crime cometido por José deverá ser capitulado como homicídio com dolo eventual, ou seja, quando se assume o risco de matar.

“Assim, me parece plenamente cabível a alegação do Parquet quando vislumbra a possibilidade de que o Custodiado, ao realizar o tipo penal em apreço, o fez movido pelo dolo eventual de produzir tão nefasto resultado”, finalizou.

Liberdade negada

A decisão de manter José preso foi tomada na tarde de domingo (7), em audiência virtual.

Depois da determinação, José foi encaminhado à Cadeia Pública do Capão Grande, em Várzea Grande, onde ficará 14 dias isolado. O período de quarentena serve como prevenção à Covid-19.

Logo depois, José deverá ser levado ao Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC), antigo Presídio do Carumbé, para ficar à disposição da Justiça. Ele deverá responder pelo crime de homicídio culposo.

O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Delitos e Trânsito (Deletran). Os trabalhos investigativos estão sendo comandados pelo delegado Cristian Cabral.

Fonte: Hipernotícias

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