Semob permitiu que leilões de veículos fossem realizados de forma irregular, aponta CPI

Semob permitiu que leilões de veículos fossem realizados de forma irregular, aponta CPI

Os vereadores de Cuiabá concluíram que houve fraudes no contrato entre a Secretaria de Mobilidade Urbana da Capital (Semob) e a empresa Rodando Legal, responsável pela remoção e guarda dos veículos apreendidos no município. Segundo relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurou o caso, ao qual o HiperNotícias teve acesso com exclusividade, além de direcionamento na licitação, a Semob abandonou suas obrigações contratuais, deixando a cargo da empresa inclusive os leilões dos veículos apreendidos, realizados de forma irregular.

“Observa-se completo desleixo por parte da Secretaria de Mobilidade Urbana no que concerne ao acompanhamento e execução do contrato”, diz trecho do relatório assinado pelos parlamentares Chico 2000 (PL), Demilson Nogueira (PP) e Rodrigo Arruda de Sá (Cidadania). O documento foi encaminhado à prefeitura da Capital há um mês, no dia 15 de novembro.

O contrato estabelecia o leilão de automóveis que permanecessem no pátio pelo prazo 60 dias. O município ficaria a cargo de contratar o leiloeiro oficial, sendo que na ausência deste, um outro profissional poderia ser indicado pela Rodando Legal. Em depoimento aos membros da CPI, contudo, o titular da Semob, Antenor Figueiredo, revelou desconhecimento, respondendo que os leilões poderiam ser preparados diretamente pela empresa.

As diligências revelaram que o abandono da Semob permitiu que a Rodando Legal conduzisse leilões a partir de empresa terceirizada, sem a presença do leiloeiro, recebendo ilegalmente a comissão integral pelos veículos arrematados. O esquema contou ainda com a anuência de um leiloeiro, que deveria conduzir os processos.

“Ficou claro que a Secretaria não acompanhou o processo de leilão, pois se tivesse realmente fiscalizado, não deixaria acontecer essa usurpação e exercício ilegal da profissão de leiloeiro realizado pela empresa Rodando Legal, Foco Leilões e Flares Aguiar”, asseveram os parlamentares.

Nas recomendações, os vereadores pediram o rompimento do contrato. Também pediram a devolução aos proprietários de veículos apreendidos dos valores embolsados pela Rodando Legal e que superavam o montante da dívida do contribuinte e as taxas do leilão.

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Darwin Jr