Após ‘barrar’ obra, MP pede ajustes no acordo para retomar VLT

Após ‘barrar’ obra, MP pede ajustes no acordo para retomar VLT

Em resposta ao juiz da 5ª Vara Federal, Ciro Arapiraca, na sexta-feira (14), os Ministérios Públicos Federal (MPF) e Estadual (MPE) apontaram que o Governo do Estado e o Consórcio VLT ainda precisam ajustar detalhes do acordo para a retomada das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

Na petição protocolada na Justiça Federal, assinada pelo procurador da República, Vinícius Alexandre Fortes de Barros, e pelo promotor de Justiça, André Luís de Almeida, os Ministérios Públicos Federal e Estadual afirmam que “a demora no deslinde do caso e os prejuízos eventualmente ocasionados ao erário estadual só podem ser imputados ao Estado de Mato Grosso, seus representantes e ao Consórcio VLT, ambos partes no acordo proposto em juízo, circunstâncias estas que inclusive deram ensejo ao ajuizamento, pelo Ministério Público, de ações civis públicas visando a resguardar o erário, corrigir as irregularidades encontradas desde a escolha do modal até a execução do contrato nº 37/2012 – Secopa, bem como punir os responsáveis pela demora na implantação do VLT”.

Além disso, acrescenta que “tais argumentos não podem ser agora utilizados para compelir as partes à celebração de um termo de acordo que pode vir a repetir os mesmos erros do passado e voltar a causar os mesmos prejuízos ao erário, assim como ocasionar demora indevida na implantação do modal de transporte".

Diferenças

Uma das divergências quanto à minuta se refere ao prazo fixado pelo Estado para conclusão das obras do modal, que seria de 24 meses. De acordo com a auditoria da KPMG, 19 meses seriam suficientes para conclusão. Ademais, 24 meses era a previsão de construção total da obra no contrato 37/2012/Secopa/MT, o que contraria o novo prazo defendido, já que restam apenas 30% da obra para serem concluídos.

Na manifestação ministerial, vislumbra-se que as perícias do Ministério Público Federal, do Ministério Público Estadual e Análises Técnicas da Controladoria-Geral da União demonstram que as manifestações do Estado de Mato Grosso e Consórcio não acataram ou sanearam as irregularidades demonstradas na petição anterior dos Ministérios Públicos.

Ao final, registrou-se que os Ministérios Públicos não se opõem à apresentação de nova proposta pelo Estado de Mato Grosso e Consórcio VLT, desde que contemplem e corrijam os problemas demonstrados nas manifestações ministeriais e nas perícias realizadas pelo Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual e Controladoria-Geral da União.

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