Deputados só aprovam projeto da pesca com auxílio para pescadores

Deputados só aprovam projeto da pesca com auxílio para pescadores

Independente do posicionamento do Governo do Estado, os deputados estaduais já bateram o martelo e irão garantir, no substitutivo integral que vem sendo elaborado na Assembleia Legislativa, que os pescadores profissionais recebam um salário mínimo, a título de auxílio pecuniário, durante três, dos cinco anos, em que não poderão exercer a sua profissão.

A medida tenta amenizar os impactos do projeto de lei que proíbe o transporte, comercialização e armazenamento de peixes nos rios de Mato Grosso por cinco anos

. Em reunião realizada nesta segunda-feira (18), inclusive, um grupo de parlamentares da base aliada já informou ao secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, que só aprovarão a matéria com essa cláusula. A “imposição” visa fazer com que o governador Mauro Mendes (União) não vete as alterações que serão promovidas no projeto de lei.

Diante da posição dura dos parlamentares, o deputado estadual Julio Campos (União) acredita que as mudanças serão acatadas pelo poder Executivo. “O Governo vai ter que aceitar, porque essa é a condição que a Assembleia impôs para aprovar esse projeto. O Mauro Carvalho concordou com a nossa preocupação. Estávamos em nove deputados da bancada do governo, e todos com a mesma exigência. Então, acredito que vamos ter um consenso”, comentou à imprensa nesta manhã (19).

Líder do governo no Parlamento de Mato Grosso, deputado Dilmar Dal’Bosco (União) acredita que esse ponto ainda será alvo de embate entre Legislativo e Executivo, mas aposta que ao final haverá um consenso, tendo em vista o posicionamento da maioria dos parlamentares governistas. “Isso é unânime entre os deputados que apoiam o projeto: tem que ser, no mínimo, um salário mínimo como é o seguro defesa do Governo Federal. Então, eu acho que esse vai ser o projeto que vai ser alterado aí no substitutivo também para votação”, reforçou.

Vale destacar que o projeto original enviado pelo Governo do Estado prevê uma ajuda de um salário-mínimo no primeiro ano, 50% do salário no segundo ano e 25% no terceiro ano. Dilmar está à frente da produção do substitutivo e pretende finalizar a propositura até a manhã desta terça-feira (20) para que a Comissão de Meio Ambiente e a Comissão de Constituição e Justiça emitam os seus parecerem já nesta semana. Isso porque, a votação da matéria deve ocorrer na sessão ordinária da próxima quarta-feira, dia 28, conforme acordo entre os deputados estaduais, capitaneado pelo presidente Eduardo Botelho (União). A propositura, contudo, deve ser inclusa na pauta de votação da sessão desta quarta-feira (21), mas a votação será impedida por pedido de vistas.

Colocação do projeto na pauta é obrigatória, tendo em vista que ela tramita em regime de urgência, urgentíssima.

Outras alterações 

Os deputados estaduais também estavam estudando a possibilidade de vir a destinar R$ 10 milhões de dólares para fomentar a cadeia dos pescadores durante o período de vigência da lei. O recurso seria referente ao empréstimo de US$ 180 milhões, que a Assembleia Legislativa autorizou o Governo do Estado a contrair junto ao Banco Internacional para Reconstrução do Desenvolvimento (BIRD).

Deste montante, US$ 80 milhões serão destinados ao desenvolvimento sustentável da agricultura familiar, sendo aplicados no programa MT Produtivo. Nesta segunda-feira (19), contudo, essa possibilidade foi descartada. Dilmar Dal’Bosco explica que, a ideia agora é propiciar esse fomento por meio da agricultura familiar com os recursos da Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer). “Quando você vai atrás de um empréstimo, você já tem todas as características para quem e qual a finalidade dele. Nós não podemos misturar esse empréstimo com essa atividade, até porque nós não sabemos quando que esse dinheiro vai ser contemplado para o Governo do Estado de Mato Grosso. O que nós colocamos ali é que nós vamos proporcionar essa atividade através da agricultura familiar, já que nós colocamos um recurso de quase R$ 80 milhões para a Empaer que pode desenvolver a cadeia produtiva do peixe. Então já sentamos e já estamos criando um grupo de trabalho entre a Empaer, a vice-governadoria, a Secretaria de Agricultura Familiar e a Assembleia Legislativa”, explicou.

Acompanhamento 

A Assembleia Legislativa ainda vai garantir, por meio de um substitutivo integral ao projeto do “transporte zero”, a criação de um observatório, a fim de acompanhar os efeitos que o projeto trará para os setores envolvidos. O objetivo é fiscalizar, especialmente, os incentivos de qualificação e capacitação que serão oferecidos aos pescadores, que ficarão impedidos de trabalhar nos cincos anos de vigência da Lei 1.363/2023.

O líder do governo na Casa de Leis, inclusive, afirma que os parlamentares estão debatendo junto a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), alternativas voltadas para as categorias que serão atingidas com a aprovação da matéria. “Nós vamos levar aí com toda certeza projeto de piscicultura familiar para vários locais do estado de Mato Grosso, começando aqui pra baixada cuiabana. Colocamos também o transporte do peixe do pesque e pague com nota fiscal que não estava sendo contemplado ao projeto original”, exemplificou o parlamentar.

Fonte: Diário de Cuiabá

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