Flávia vai exonerar marido, mas promete entrar na justiça contra lei que exige curso superior para secretariado

Flávia vai exonerar marido, mas promete entrar na justiça contra lei que exige curso superior para secretariado

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou, nesta terça-feira (25), que vai exonerar seu marido, Carlos Alberto de Araújo, da Secretaria Municipal de Assuntos Estratégicos. Contudo, a advogada pontuou que vai entrar na justiça para barrar a lei que exige curso superior para quem ocupa cargo de secretário (a).

Em nota encaminhada à imprensa, a prefeita esclareceu que a proposta que obriga secretários a terem nível superior é inconstitucional, motivo pelo qual ela havia vetado a lei. Entretanto, na manhã desta terça, a Câmara de Vereadores derrubou o veto e manteve a exigência do curso superior, fazendo com que Moretti fosse obrigada a exonerar o marido.

A Prefeitura informou que, dos integrantes do primeiro escalão, Carlos Alberto é o único atingido pela lei promulgada pela Câmara.

Mesmo cumprindo a nova lei, Flávia deixou claro que vai entrar com uma ação judicial para derrubar a norma.

A decisão de Moretti em exonerar o próprio esposo acaba atendendo também ao pedido do juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública, que havia determinado a demissão de todos os agentes nomeados para cargos na administração pública que tivessem parentesco com autoridades da cidade.

A ordem do magistrado atende a uma ação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que busca garantir o cumprimento da súmula vinculante 13, do Supremo Tribunal Federal (STF), do STF que proíbe a nomeação de cônjuges, companheiros ou parentes até o terceiro grau da autoridade nomeante ou de servidor que tenha posição de chefia.

Confira a nota na íntegra:
“Sobre a derrubada do veto pela Câmara de Vereadores de Várzea Grande do Projeto de Lei nº 5.362/2024 ocorrida nesta terça-feira (25), a Prefeitura de Várzea Grande informa que vetou o Projeto de Lei 5.362/2024 porque entende que ele é inconstitucional. Como a lei será promulgada, em função da derrubada do veto pela Câmara de Vereadores, o Executivo Municipal vai cumprir a lei que exige apresentação de currículo acadêmico e profissional aos secretários(as), subsecretários(as) e superintendentes. No entanto, a administração municipal afirma que vai tomar as providências judiciais cabíveis para suspender a aplicação da referida lei”. (Repórter MT)

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Darwin Jr