Misael afirma que espaço não tinha seguro porque empresas não atendiam requisitos

Misael afirma que espaço não tinha seguro porque empresas não atendiam requisitos

Questionamento feito por muitos cuiabanos diante da informação de que um incêndio destruiu completamente o Shopping Popular na madrugada desta segunda-feira (15) foi se o espaço teria seguro para lidar com a situação. Segundo o presidente da Associação dos Camelôs do Shopping Popular, Misael Galvão, o prédio não era assegurado, pois não havia nenhuma empresa que garantisse cobertura para todos os lojistas dali.

“Não tinha [seguro] porque todo seguro que eu ia fazer conversava com a seguradora para assegurar não só paredes, a construção em si, mas toda a estrutura dos comerciantes e não encontrei nenhuma seguradora que cobrisse isso. Eu ainda estava em conversa com muitas empresas. O seguro só servia para nós se fosse para assegurar as lojas”, citou durante entrevista a programa de rádio nesta tarde, após reunião no Palácio Alencastro.

Misael também explicou que o local estava com alvará liberado pelo Corpo de Bombeiros e que não havia nada fora da legalidade. Ele ressaltou que ainda no domingo (14) trabalhou e fechou o espaço por volta das 17 horas e não havia nada de anormal no local.

Por volta das 3 horas acordou com ligação informando sobre o incêndio e logo viu em seu celular diversas outras ligações. Por morar perto do local, ao abrir a janela viu a cena da tragédia. “Foi uma situação que não quero que ninguém passe na vida”, desabafou.

De acordo com o presidente da associação, os planos são de montar um pedido de trabalho, entregar documentos e traçar planos de reestruturação.

Ele aponta que a “corrida contra o tempo” é grande, pois além da ausência do espaço os comerciantes estão completamente sem produtos, já que o estoque de mercadorias também funcionava no local por se tratar de pequenos empreendedores. A estimativa é que 3 mil famílias foram impactadas diretamente com o ocorrido e o prejuízo financeiro ainda não foi estimado.

“Estamos correndo contra o tempo, no desespero, para trazer capital de giro e reestabelecer, pois estamos sem chão, sem cobertura, sem projeto de sobrevivência na questão de levar o sustento para casa, por isso busco o poder público e todos os poderes”, declarou.

Segundo Misael, ainda hoje terá uma reunião com o secretário-chefe da Casa Civil Fábio Garcia para apresentar a documentação da Associação dos Camelôs do Shopping Popular para que possa receber o apoio financeiro do governo.

Já nesta terça-feira (16), haverá uma reunião às 8h com os associados para discutir a definição do novo local onde os comerciantes vão se estabelecer provisoriamente.

Fonte: Gazeta Digital

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