Prefeitura entra com recurso no TJ para limitar os poderes da intervenção em Cuiabá

Prefeitura entra com recurso no TJ para limitar os poderes da intervenção em Cuiabá

Após três derrotas sucessivas no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF), a Prefeitura de Cuiabá entrou com recurso no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) contra a decisão do Órgão Especial daquela Corte, que determinou a retomada da intervenção na Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá. O documento é datado dessa quinta-feira (30) e é assinado pelo procurador-geral do Município, Benedicto Miguel Calix Filho.

Trata-se dos embargos de declaração, por meio do qual o Município requer a limitação dos poderes do Gabinete de Intervenção na Saúde de Cuiabá.

Segundo a argumentação da prefeitura, a decretação de uma intervenção pressupõe que os poderes do interventor sejam limitados à regularização da situação que fundamentou o pedido interventivo. No caso específico da intervenção do Governo do Estado na Saúde de Cuiabá, a decisão do Órgão Especial deu amplos poderes ao Gabinete de Intervenção para gerir a estrutura da Secretaria Municipal, inclusive na definição das políticas públicas de saúde.

“Tal ‘poder’ conferido, para além de exceder os limites do instituto da intervenção, acaba por desconsiderar todo o planejamento de execução das mais diversas políticas públicas a cargo do ente municipal, notadamente por possibilitar a ocorrência de entraves à execução normal e eficiente das políticas públicas desenhadas e estrategicamente escolhidas pelo gestor público na condução do ente municipal”, diz o documento.

Além disso, segundo argumentação da prefeitura, estando a pasta sob o comando completo do Governo do Estado, a administração municipal jamais vai conseguir demonstrar que os serviços foram regularizados, medida necessária para o fim do processo interventivo.

“Portanto imperioso, que a citada omissão seja sanada por este D. Juízo, para o fim de delimitar de forma expressa e clara, numerus clausus quais hipóteses devem ser objeto de regularização pelo ente interventor, quais medicamentos devem ser objeto de aquisição, quantidade de médicos e quais especialidades são necessários bem como quais procedimentos e exames devem ser realizados”, avança o recurso.

O recurso foi apresentado ao desembargador Orlando Perri, que é o relator da intervenção no Tribunal de Justiça. Ele deverá avaliar se o pedido tem ou não cabimento.

Fonte: Repórter MT

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Darwin Jr