Justiça manda penhorar bens de loja em Cuiabá após calote milionário em Shopping

Justiça manda penhorar bens de loja em Cuiabá após calote milionário em Shopping

Após quase uma década de tentativas frustradas de cobrança, a Justiça de Mato Grosso determinou a penhora de bens da empresa Ápice Celulares Ltda – ME, de Cuiabá, para quitar uma dívida de R$ 1,1 milhão com o Condomínio Civil do Pantanal Shopping.

A decisão foi proferida pelo juiz Alexandre Elias Filho, da 8ª Vara Cível da Capital, que descreveu o processo como uma “verdadeira saga” judicial.

A ação foi movida em 2016, após o shopping cobrar judicialmente aluguéis e encargos não pagos pela loja, que funcionava dentro do centro comercial. Desde então, o processo se arrastou por quase 10 anos, com diversas tentativas frustradas de localizar e citar a empresa, que encerrou as atividades de forma irregular e consta como “inapta” no cadastro da Receita Federal.

Segundo o magistrado, a Ápice Celulares não foi encontrada no endereço registrado, onde sequer era reconhecida por moradores e comerciantes vizinhos.

Diante da situação, o juiz autorizou que a citação fosse feita diretamente ao sócio-administrador da empresa, que recebeu a notificação em 30 de agosto de 2024. A citação foi considerada válida, mesmo sem apresentação de defesa ou pagamento no prazo legal.

Com isso, o juiz determinou o prosseguimento da execução da dívida, autorizando a penhora de ativos financeiros da empresa via sistema Sisbajud, até o limite de R$ 1.198.964,03. Caso não sejam encontrados valores suficientes, o Pantanal Shopping poderá indicar outros bens da devedora passíveis de bloqueio.

“A finalidade essencial do ato – dar ciência inequívoca da demanda – foi plenamente atingida com a entrega da carta citatória ao sócio-administrador”, afirmou o juiz na decisão publicada em 14 de outubro.

O caso expõe as dificuldades enfrentadas pelo Judiciário para executar sentenças contra empresas que encerram as atividades sem regularização fiscal ou que desaparecem do mercado sem quitar dívidas.

O bloqueio será feito pelo Sisbajud, sistema eletrônico que conecta o Judiciário ao Banco Central e permite a localização e bloqueio imediato de valores em contas bancárias e investimentos de pessoas físicas ou jurídicas. A ferramenta foi criada para agilizar execuções judiciais e substituir o antigo BacenJud. (Folha do Estado)

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Darwin Jr