Pai de MT denuncia sequestro de filho levado pela mãe ao Paraguai sem autorização

Pai de MT denuncia sequestro de filho levado pela mãe ao Paraguai sem autorização

Com base na Convenção de Haia, tratado internacional que regula casos de sequestros de crianças, a Defensoria Pública de Mato Grosso (DPE-MT) encaminhou um pedido ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, solicitando o retorno imediato ao Brasil de uma criança de 1 ano e 11 meses, levada de forma irregular ao Paraguai pela mãe.

A solicitação foi protocolada no dia 21 de julho, pelo defensor público Maicom Vendruscolo, do núcleo da DPE em Cláudia, a 608 km de Cuiabá.

De acordo com a Defensoria, o Brasil e o Paraguai são signatários da Convenção, que obriga a cooperação bilateral entre os países para assegurar o retorno da criança ao seu país de residência habitual.

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Pai de MT denuncia sequestro de filho levado pela mãe ao Paraguai sem autorização. (Foto: Divulgação)

Histórico da retenção ilícita

Segundo o pai da criança, ele vivia com o filho e a mãe em Cláudia até o dia 16 de dezembro de 2024, quando a mulher deixou o país levando o menino para o Paraguai sem avisar. Desde então, ela não teria retornado nem mantido contato regular com o pai da criança.

O homem afirma que a mãe apresenta sinais de instabilidade emocional e teria ameaçado levar a criança para a França, o que poderia agravar ainda mais o afastamento da família paterna.

A Defensoria relatou ainda outros dois episódios semelhantes. Em uma das ocasiões, a mulher teria deixado o Brasil durante a gravidez, retornando posteriormente. Em outra, afirmou que faria uma breve visita à avó do menino, no Paraguai, mas demorou três meses para retornar, o que agora reforça o padrão de conduta caracterizado como retenção ilícita.

Com o pedido formalizado, a Secretaria Nacional de Justiça (SNJ), que atua como Autoridade Central brasileira, poderá acionar sua contraparte paraguaia e iniciar os trâmites legais previstos na Convenção de Haia. O artigo 12 da norma internacional prevê o retorno imediato da criança se o sequestro tiver ocorrido há menos de um ano — condição que se aplica ao caso em questão.

O processo segue com prioridade e deve contar com o acompanhamento do Ministério Público, além da cooperação entre autoridades internacionais para garantir o desfecho adequado. (Primeira Página)

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Darwin Jr