Processo do VLT está concluso para decisão do juiz

Processo do VLT está concluso para decisão do juiz

Está concluso pra julgamento do juiz Ciro Arapiraca, da 1ª Vara Federal em Mato Grosso, o processo que pode definir os rumos do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), cujas obras estão paralisadas desde o final de 2014 e é alvo de diversos processos judiciais abertos tanto por parte do governo quanto do Ministério Público.

No início do mês, o magistrado determinou o prazo de cinco dias para que as partes entrassem em acordo quanto aos termos para retomada da construção, já que após o governo anunciar acordo com o Consórcio VLT para concluir o modal em 24 meses e ao custo de R$ 922 milhões, os Ministérios Públicos Federal e Estadual se manifestaram contrários e apresentaram uma série de questionamentos.

Ao Gazeta Digital, o secretário de Estado de Cidades Wilson Santos (PSDB) disse que tanto a Secid quanto a empresa responderam a 26 apontamentos levantados pelo MPF e enviaram, há cerca de 15 dias, as respostas ao juiz, que vai analisar e definir a viabilidade ou não da obra. Agora, resta esperar a decisão do magistrado.

Questionado se depende somente da Justiça a retomada da obra, já que existem deputados reticentes quanto a votar pela autorização do Estado em tomar R$ 800 milhões de empréstimo para quitar parte dos R$ 922 milhões que a obra custará para ser concluída, Wilson Santos disse que quanto a isso está tranqüilo. “No momento certo isso vai ser discutido, no momento não há nenhuma conversação, o governo tem maioria na Assembleia. Estamos confiantes”, disse.

Wilson defendeu que a obra seja retomada o mais breve possível, já que tem causado enormes gastos ao cofres públicos. “Essa é uma obra que tem que ser retomada, tem que ser concluída porque ela está custando R$ 16 milhões por mês ao Estado, essa obra já custou mais de R$ 560 milhões mesmo parada”, disse. Esse valor, segundo ele, é referente à manutenção dos vagões e dos trilhos já comprados e instalados, do seguro, além de outros serviços.

Gazeta Digital também procurou o Ministério Público Federal para saber se, após receber as respostas aos apontamentos sobre o acordo entre governo e consórcio permaneceu o parecer negativo. No entanto, por meio da assessoria, o MPF informou que não houve novas manifestações no processo.  

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Baixada Cuiabana