Rogério Gallo revela que ainda não tem previsão de pagar RGA em 2020

Rogério Gallo revela que ainda não tem previsão de pagar RGA em 2020

Assunto tratado com extremo cuidado, o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores públicos do Estado em 2020 ainda não está assegurado. A avliação partiu do secretário Rogério Gallo, de Estado, ao abordar o tema, durante o sexto sorteio ordinário do Progrma Nota MT.

Ocorre que, a revisão salarial só pode ser concedida caso o incremento salarial não incorra em novo estouro da Lei de Responsabilidade Fiscal.

De acordo com a legislação, o Executivo deve gastar no máximo 49% de seu orçamento com salários. Atualmente, Mato Grosso compromete 56% com servidores.

Conforme Gallo, apesar de o Governo estar fazendo esforços para que haja uma redução nos gastos com a folha, os valores ainda continuam elevados.

“Não dá para dizer qual será a data. Isso é exercício de futurologia. E nós não trabalhamos com isso, trabalhamos com dados técnicos, evidência, e com a política implementada pelo governador Mauro Mendes”, disse ao MidiaNews.

Uma audiência pública para apresentar os dados fiscais do segundo quadrimestre de 2019 deve ocorrer nos próximos na Assembleia Legislativa. Lá, o secretário afirmou que será exposto uma nova porcentagem relativa aos gastos com pessoas.

“Não dá para cravar uma data para entrar na LRF. Isso é apurado a cada quadrimestre. Portanto, nós fechamos em 31 de dezembro o terceiro quadrimestre de 2019 e vamos apresentar esses resultados na Assembleia”, afirmou.

“Estou trabalhando para cada vez mais aumentar a receita e diminuir a despesa para voltar aos 49%. Esse é o compromisso do governador. Todo espaço fiscal que for aberto abaixo de 49%, que permita fazer gastos novos com despesa de pessoal, teremos aí 75% para RGA e 25% para as leis de carreira”, disse.

Saindo vermelho

Segundo o governador Mauro Mendes já explicou, os reajustes salariais das categorias e a RGA serão concedidas dentro do chamado “espaço fiscal”. Ou seja, os valores não devem fazer com que o Estado ultrapasse, novamente, o limite de 49% estabelecido na LRF.

A expectativa do Executivo é somente em 2021 zerar o déficit nas contas públicas. O cenário de crescimento da receita se dá após o Governo tomar medidas para aumentar a arrecadação e manter os gastos.

Em 2019, o Executivo conseguiu aprovar uma lei para reinstituir os incentivos fiscais de empresas. Além da não concessão de aumento aos servidores, houve a redução de despesas da máquina pública. Segundo Gallo, uma economicidade de R$ 200 milhões.

(MidiaNews)

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Ronaldo Pacheco